Registros Akáshicos
Os Registros Akáshicos — ou Arquivo Akáshico — são, na cosmologia teosófica e na Nova Era, uma "biblioteca cósmica" não-física onde estariam armazenados todos os eventos, pensamentos, sentimentos e ações de todas as almas em todas as épocas. A palavra vem do sânscrito ākāsha, "éter, espaço primordial".
Origem do conceito
O conceito de "akasha" como substrato primordial existe no hinduísmo védico há mais de três mil anos — é um dos cinco elementos da cosmologia indiana (terra, água, fogo, ar, éter/akasha). A ideia de que este éter "registra" tudo o que acontece foi desenvolvida pela Sociedade Teosófica no final do séc. XIX, especialmente por Charles W. Leadbeater e Alice Bailey.
O famoso "vidente americano" Edgar Cayce (1877-1945) realizou cerca de 14 mil "leituras" em transe nas quais alegava acessar os Registros Akáshicos para diagnosticar doenças e responder perguntas espirituais. As leituras estão preservadas pelo A.R.E. (Association for Research and Enlightenment).
O que estaria registado
- Vidas passadas de cada alma.
- Padrões kármicos em formação.
- Eventos do futuro provável (não fixo — apenas tendência mais provável dadas as escolhas atuais).
- Saberes ancestrais perdidos.
- Inteligências de outros planos.
Praticantes contemporâneos oferecem "leituras akáshicas" como serviço — pratica-se via meditação induzida, oração, ou regressão hipnótica.
Validade científica
Não há base empírica para a existência de Registros Akáshicos como repositório real de informação. É um conceito espiritual-simbólico. As "leituras" praticadas podem ter valor terapêutico simbólico — projetam-se narrativas que dão sentido a situações atuais — mas não devem ser tomadas como diagnóstico médico, financeiro ou jurídico real.