Cubomancia
A cubomancia — do latim cubus + grego manteia — é a leitura adivinhatória por lançamento de dados. Está atestada desde a Antiguidade greco-romana, na Índia védica, na China imperial. É das mâncias mais simples: o consultante atira os dados, soma os pontos, e interpreta segundo tabela tradicional.
Três dados, 16 resultados
A tradição europeia clássica usa três dados de seis faces. Os totais possíveis vão de 3 a 18, dando 16 combinações qualitativamente distintas. Cada total tem uma leitura tabelada:
- 3 — surpresa, novidade.
- 4 — pequena dificuldade.
- 5 — visita.
- 6 — perda relativa.
- 7 — fofoca, escândalo.
- 8 — crítica injusta.
- 9 — união, casamento.
- 10 — nascimento, projeto que floresce.
- 11 — separação breve.
- 12 — carta, mensagem.
- 13 — lágrimas passageiras.
- 14 — amizade nova.
- 15 — alerta, atenção.
- 16 — viagem feliz.
- 17 — afaste-se de quem o aconselha mal.
- 18 — sorte alta, ganho.
Variantes
- Um dado — adivinhação rápida com 6 possibilidades. Versão mais simples.
- Cinco dados — combinatorial: pares, trincas, sequências têm leituras específicas.
- Dados de 12 ou 20 lados (dadolatria moderna) — usados em variantes neopagãs, atribuindo significados a cada face.
O I Ching é, em sua versão popular com moedas, uma forma de cubomancia codificada — três moedas lançadas seis vezes geram um dos 64 hexagramas.