Plano Astral
O plano astral é, na cosmologia teosófica e neo-esotérica moderna, uma das dimensões da realidade que existe paralelamente à física — onde residiriam as emoções coletivas, os arquétipos, os mortos antes da reencarnação, e a paisagem dos sonhos. É também o "território" que a projeção astral percorre.
Os sete planos teosóficos
A Sociedade Teosófica (Blavatsky, Leadbeater, séc. XIX-XX) sistematizou uma cosmologia de sete planos, do mais denso ao mais sutil:
- Plano físico — matéria comum.
- Plano etérico — substrato energético do físico (campo bio-elétrico).
- Plano astral — emoções, desejos, paisagens oníricas.
- Plano mental — pensamento, ideias, formas-pensamento.
- Plano causal — origem das encarnações, alma individual.
- Plano búdhico — intuição cósmica, sabedoria universal.
- Plano átmico — pura consciência, fundo divino.
Estes "planos" não são lugares físicos — são níveis de vibração ou de consciência. Cada um teria os seus "habitantes" e dinâmicas próprias.
O astral inferior e superior
A tradição esotérica subdivide ainda:
- Astral inferior — região turva, povoada por emoções densas (medo, raiva, vício), espíritos não evoluídos, paisagens caóticas. Ligado ao "purgatório" ou ao "bardo" tibetano.
- Astral médio — paisagens-padrão dos sonhos comuns.
- Astral superior — territórios luminosos, encontros com guias, espíritos elevados, paisagens de "paraíso".
Após a morte, segundo a doutrina espírita, a alma desencarna primeiro no astral, onde permanece até estar pronta para nova encarnação.
Crítica
O modelo dos sete planos não tem base empírica. É construção teórica do esoterismo moderno do séc. XIX. Quem o usa, usa-o como mapa simbólico ou descritivo de experiências subjetivas — não como afirmação ontológica testável.