Psicometria

Psicometria (no sentido esotérico — distinto do uso psicológico do termo) é a alegada capacidade de obter informação sobre uma pessoa ou evento ao tocar um objeto físico associado: jóia, peça de roupa, fotografia. O termo foi cunhado pelo professor americano Joseph Rodes Buchanan em 1842, e os experimentos com a prática foram populares na parapsicologia do séc. XIX-XX.

Como se pratica

O psicometrista segura o objeto nas mãos (ou na testa), entra em estado de receptividade, e descreve "impressões" — imagens, sentimentos, palavras — que considera ressonar com a história do objeto ou do seu dono. As impressões podem dizer respeito a:

  • O dono atual ou anterior — saúde, emoções, situação de vida.
  • Eventos passados em torno do objeto.
  • Localização atual (se o objeto pertencia a pessoa desaparecida).

A teoria esotérica subjacente é que os objetos "absorvem" energia das pessoas e situações com que entraram em contato, e essa energia pode ser "lida" por um sensitivo treinado.

Usos famosos

A psicometria foi usada pela polícia em alguns casos célebres do séc. XX, embora controversamente:

  • Gerard Croiset (médium holandês, 1909-1980) — alegadamente ajudou polícia em vários casos de pessoas desaparecidas; o seu sucesso real é debatido.
  • Allison DuBois — inspiração do seriado de TV Medium; alegadamente trabalhou com polícia em Phoenix.
  • Maria Bertelle, "Carlinhos Maia" no Brasil — vários casos relatados em mídia.

A FBI e a maioria das forças policiais sérias não usam psicometria como método de investigação — embora ocasionalmente médiuns sejam consultados informalmente em casos sem outras pistas.

Validade científica

Estudos controlados em laboratório (Rhine, Schmeidler, anos 1940-70) mostraram, no melhor dos casos, taxas de acerto ligeiramente acima do acaso — resultado típico da parapsicologia experimental: efeitos pequenos, replicação irregular, debate metodológico contínuo.

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