Rabdomancia
Rabdomancia — do grego rhábdos, "vara, varinha" + manteia, "adivinhação" — é o uso de uma vara, normalmente em forma de Y ou L, para detectar água subterrânea, minerais, objetos perdidos ou energias. É a base histórica do que hoje se chama radiestesia. Pratica-se na Europa pelo menos desde o séc. XV (figuras documentadas na obra de Georgius Agricola, De Re Metallica, 1556).
O método
O praticante (chamado zahorí em espanhol, douseur em francês, radiestesista em português moderno) segura uma vara bifurcada (tradicionalmente de aveleira ou outras árvores), uma em cada mão, com os ramos apontando ligeiramente para cima. Caminha sobre o terreno; quando passa sobre o "alvo", a vara baixa visivelmente.
O movimento é causado pelo efeito ideomotor: micro-contrações musculares involuntárias da mão e do braço — o mesmo mecanismo do pêndulo. Conhecer (ou intuir) o terreno geológico altera inconscientemente a postura, e a vara responde.
A rabdomancia como prática agrícola
No mundo rural europeu e americano, a rabdomancia era até o séc. XX a forma normal de procurar poços de água antes de cavar. Houve (e há) profissionais reconhecidos pela comunidade, frequentemente com altas taxas de "sucesso" — explicadas em parte pela capacidade humana de ler discretamente sinais ambientais (vegetação, declives, manchas de húmus) que indicam água próxima.
Testes científicos controlados de rabdomancia (sobretudo o de James Randi e os de J. Enright em Munique nos anos 1980) não encontraram capacidade superior ao acaso. Mas a prática persiste, sobretudo no campo.