Zodíaco
O zodíaco (do grego zōdiakòs kýklos, "círculo dos animais") é a faixa do céu, de cerca de 16° de largura, ao longo da qual o Sol, a Lua e os planetas se movem aparentemente vistos da Terra. Está dividido em 12 segmentos iguais de 30° cada — os 12 signos do zodíaco: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, Peixes.
Origem histórica
O sistema dos 12 signos foi codificado pelos babilônios entre os séculos VII e V a.C. Os gregos adotaram-no no séc. IV a.C. e os romanos consolidaram-no. Cláudio Ptolomeu, no Tetrabiblos (séc. II d.C.), produziu o tratado astrológico que foi referência até o Renascimento.
O número 12 não é arbitrário: corresponde aos aproximadamente 12 ciclos lunares por ano solar. Os babilônios dividiram o céu em 12 setores para acompanhar essa correspondência.
Zodíaco tropical vs. sideral
Existem duas formas principais de mapear o zodíaco:
- Tropical (ocidental) — começa no ponto vernal (equinócio de primavera no hemisfério norte), independentemente de onde estão as constelações de fundo. É o sistema usado por toda a astrologia ocidental moderna.
- Sideral (indiana/jyotish) — alinha o zodíaco com as constelações reais. Devido à precessão dos equinócios (deslocamento do eixo terrestre, 1° a cada 72 anos), o zodíaco sideral está hoje cerca de 24° atrás do tropical.
Quem nasce em 1 abril é Áries no zodíaco tropical, mas Peixes no zodíaco sideral. Os dois sistemas produzem mapas astrais diferentes.
Por que não 13 signos (com Ofiúco)?
A astronomia reconhece 13 constelações sobre a eclíptica, incluindo Ofiúco entre Escorpião e Sagitário. Mas a astrologia ocidental trabalha com o ano solar dividido em 12 partes iguais — não com as constelações atuais. Não há "13º signo" na prática astrológica padrão.